Campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais é iniciada no Paraná 17/06/2026 - 12:50
Em 1963 o Paraná viveu o maior incêndio florestal da sua história, conhecido como “Paraná em Flagelo”. Naquele ano foram queimados aproximadamente dois milhões de hectares entre plantações, florestas e campos. Foram registradas 173 mortes e cerca de 4.000 residências queimadas, desabrigando 5.700 famílias. A falta de pessoal especializado e de meios necessários dificultaram o combate às chamas. Desde então, o combate aos incêndios florestais ganhou mais espaço entre empresas públicas e privadas. A cada ano é realizada uma campanha para mobilizar a população na luta contra o fogo, sobretudo no período crítico entre junho e agosto. Nesta quarta-feira (17), foi lançada a Campanha Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais deste ano, na sede do IDR-Paraná, em Curitiba.
A educação ambiental é uma das ferramentas da campanha. Na opinião de diversas lideranças, é preciso investir em informação, sobretudo de crianças e jovens, para evitar os prejuízos dos incêndios florestais. Para isso, foram criadas diversas cartilhas que orientam a população a respeito de medidas preventivas como a manutenção de aceiros nas propriedades, medidas imediatas a serem tomadas na ocorrência de um incêndio, além de boas práticas de prevenção. A participação da população é fundamental já que cerca de 90% das ocorrências de incêndios florestais têm origem em ações humanas. Em 2025, elas somaram 17.121 casos, sendo que mais da metade (9.156 casos) envolveu queimada de vegetação.
Ação integrada
O diretor-presidente do IDR-Paraná, Altair Dorigo, lembrou que a ação integrada das instituições na campanha nos últimos seis anos tem surtido efeito, com a diminuição significativa dos casos de incêndios no estado. Os profissionais do IDR-Paraná levam orientações aos produtores rurais e às comunidades com a realização de palestras, workshops, distribuição de cartilhas e atividades educativas voltadas à prevenção.
Ailson Loper, diretor executivo da APRE Florestas (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal) destaca a importância de informar a população. Segundo ele, os incêndios nas áreas de plantios florestais em sua maioria começam fora dessas áreas. “A causa mais comum dos incêndios é a ação humana e uma grande parte é criminosa”. Ele apontou a queima de lixo e a limpeza de terrenos com fogo como as razões mais frequentes dos incêndios. “Isso tem causado transtornos para a produção florestal, produção agrícola, florestas nativas, fauna e para a saúde humana”, destacou. Para Loper, com a participação de diversas instituições na campanha é possível chegar nas regiões mais distantes, onde os incêndios podem ocorrer.
Incêndio ambiental
Entre as instituições que participam da campanha está o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) que realiza o monitoramento permanente do estado, por meio da plataforma VFogo, sistema que utiliza imagens de satélite e inteligência artificial para identificar focos de calor em diferentes regiões do estado. Em situações de risco, os alertas são encaminhados à Defesa Civil do Paraná.
Amauri Ferreira Pinto, chefe do departamento de Sustentabilidade do IDR-Paraná, destacou que atualmente já se usa o termo “incêndio ambiental” em vez de incêndio florestal, já que as consequências desses eventos incluem a destruição da fauna, da flora, degradação do solo e prejuízos para a qualidade do ar.
A campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, idealizada pela APRE Florestas, conta com a participação do SIMEPAR, Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI), Associação Paranaense de Engenheiros Florestais (APEF), Associação Paranaense de Medicina de Animais Selvagens, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Embrapa Florestas, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (FUPEF), Governo do Paraná, Ibama/Prevfogo, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Instituto Água e Terra (IAT), Rede Nacional de Brigadas Voluntárias, Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná, Universidade Federal do Paraná (UFPR)








