IDR-Paraná capacita produtores para aumentar eficiência da silagem na região de Campo Mourão 15/01/2026 - 10:30
A silagem é um recurso fundamental para manter a produção leiteira. Em diversas regiões do estado, os produtores aproveitam a safra de milho, neste mês, para fazer os silos com o alimento que vai garantir a produtividade do rebanho, mesmo quando não houver pasto. Na região de Campo Mourão, extensionistas do IDR-Paraná estão fazendo treinamentos para melhorar o rendimento da silagem. Com o uso das peneiras Penn State eles verificam a qualidade e a efetividade das fibras das silagens. Com isso, é possível ajustar o processamento de grãos e forragem e aumentar o processo de ruminação e digestão dos animais, resultando em maior produção de leite.
O zootecnista Fernando Alves, do IDR-Paraná de Campina da Lagoa, explicou que o uso das peneiras de Penn State permite que o produtor observe as partículas da silagem e, se necessário, faça regulagens na ensiladeira para chegar ao tamanho ideal. Segundo ele, o teor de fibra é tão importante quanto a energia e a proteína presentes na silagem. “Se esses componentes não estiverem equilibrados, os animais deixam de consumir o alimento”, ressaltou Alves.
O tamanho das partículas é determinante para o sucesso do uso da silagem na alimentação do rebanho. “Um alimento adequado aumenta o processo de mastigação, resulta em mais produção de saliva e manutenção do pH do rúmen dos animais”, observou. A falta de fibras causa um desequilíbrio desse pH, causando a acidose (acidez no estômago) e outros distúrbios metabólicos. O animal deixa de comer e reduz a produção de leite”, afirmou o zootecnista. Alves acrescentou que ao regular a ensiladeira e chegar a um tamanho ideal de partícula, o produtor pode aumentar em até 30% a eficiência do uso de silagem na alimentação do rebanho.
Em toda a região de Campo Mourão cerca de 30 produtores já passaram por esse treinamento. As peneiras de Penn State são usadas no momento de fazer a silagem. Assim, o produtor consegue ver se o alimento está no tamanho adequado e, se não estiver, faz a regulagem da ensiladeira. Alves disse que muitas vezes alguns produtores fazem a silagem com partículas muito pequenas, para facilitar o trabalho e isso acaba levando a um consumo menor do alimento. Por sua vez o corte acima do tamanho indicado pode influenciar diretamente o processo de fermentação da silagem.
Em Rio Azul, o extensionista Messias Kalinoski foi responsável pelo treinamento dos produtores. Ele informou que com esse trabalho é possível reduzir as perdas no processo de ensilagem que passam 12% para 5%, em função da melhor compactação e menor deterioração do material.
Outro ganho é a redução do uso de concentrado, gerando uma economia média de 0,5 a 1,0 kg de concentrado por animal/dia, dependendo do sistema de produção. O extensionista lembra que há também uma redução dos custos de alimentação, com uma queda estimada entre 10% e 20% nos custos alimentares, principal componente do custo total da atividade pecuária.
Kalinoski afirmou que há um impacto econômico anual na atividade leiteira e um potencial incremento na margem bruta de lucro da atividade, decorrente da redução de custos e melhor desempenho produtivo do rebanho, contribuindo para uma maior rentabilidade da propriedade. “O treinamento levado aos produtores pelos extensionistas do IDR-Paraná faz parte de uma ação para promover o uso de tecnologias simples, de baixo custo e alto retorno econômico, fortalecendo a sustentabilidade dos sistemas de produção pecuária no município e região”, concluiu Kalinoski.










