IDR-Paraná e Embrapa articulam ações técnicas para o mapeamento e conservação de microbacias 30/01/2026 - 17:16

Na quinta-feira (29), a diretoria do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) esteve reunida com pesquisadores e técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para tratar assuntos relacionados ao Programa de Segurança Hídrica (PSH). No encontro, uma proposta foi apresentada para ajudar a mapear as áreas que precisam de mais atenção no Estado. A ideia é desenvolver um trabalho conjunto entre o IDR-Paraná e a Embrapa para ações técnicas de capacitação, instalação de unidades de referência e também a parte de levantamentos de solos e vegetação fluvial. As discussões poderão ser apresentadas nas próximas reuniões ordinárias do programa.

O diretor de gestão de negócios do IDR-Paraná, Richard Golba, reforçou o direcionamento de ações para consolidar ainda mais a agricultura sustentável praticada no Paraná. “Nós temos um projeto já estruturado que envolve uma região grande, com 28 bacias de mananciais. Como estamos buscando um paradigma novo para agricultura, talvez esse seja a grande inovação: um modelo de agricultura muito mais sustentável e cuidadoso com a água de forma a priorizar a infiltração da água no solo, armazená-la e, consequentemente, fortalecer as nascentes. Esse é o segredo que nós estamos buscando”, afirmou o diretor. “A Embrapa tem um trabalho muito forte nessa área, então a discussão de hoje foi nesse sentido, de conhecer a proposta para unirmos forças”, reforçou Golba.

Gustavo Ribas Curcio, pesquisador da Embrapa Florestas, destacou, entre os pontos principais, a relevância das tratativas para a segurança hidrológica. “Todo o trabalho visa, ao final, a segurança hidrológica. Quer dizer, temos que produzir grãos, carne, madeira, mas temos que produzir água também, temos que produzir funcionalidade ecológica”, disse.

O Programa de Segurança Hídrica é conduzido pela Secretaria do Planejamento e tem a parceria com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). É uma ação multissetorial, que inclui a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e outros órgãos do Estado, de investimento de US$ 263 milhões, cerca de R$ 1,6 bilhão. Destes, US$ 186 milhões serão financiados pelo Banco Mundial e o restante, US$ 77 milhões, serão uma contrapartida do Paraná. O objetivo geral do programa é promover a segurança hídrica para os usos múltiplos da água em todo o Estado, ou seja, garantir que haja disponibilidade e qualidade do recurso para o abastecimento humano, o saneamento, a produção agrícola e industrial, além da conservação ambiental.

ARENITO CAIUÁ E MICROBACIAS – A área prioritária do programa será o Arenito Caiuá Expandido, que abrange 116 municípios no Noroeste e parte do Centro do Estado. A região tem sido uma das mais afetadas pelos eventos climáticos extremos nos últimos anos.

Com apoio do Banco Mundial, o IDR-Paraná instalará microbacias de referência em cada município do Noroeste. Nessas unidades, serão implementadas práticas como: terraceamento, o Sistema de Plantio Direto na Palha (SPD), o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), o uso de plantas de cobertura, a recuperação de matas ciliares, a proteção de nascentes e fontes, a implantação de sistemas de tratamento de esgoto rural, a preservação de água de nascentes e chuvas.

O IDR-Paraná também designará um extensionista por região para atuar exclusivamente no programa, além de um residente técnico por escritório local. Esses profissionais serão responsáveis por realizar o diagnóstico das microbacias e adequar as ações às necessidades locais. A meta é diagnosticar microbacias e, até o fim de 2026, alcançar a totalidade das 116 unidades planejadas.