IDR-Paraná e Simepar iniciam edição 2026 do Alerta Geada 04/05/2026 - 09:27
O IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater) e o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) dão início a mais uma temporada do Alerta Geada, a partir desta segunda-feira (4). O serviço acompanha, anualmente, o período mais frio no Estado e orienta produtores rurais sobre a possibilidade de danos causados por baixas temperaturas.
Em operação de maio a setembro, a iniciativa chega à sua 32ª edição consolidada como ferramenta estratégica para o agronegócio paranaense. Criado inicialmente para proteger lavouras de café em fase inicial, o serviço ampliou seu alcance ao longo dos anos e hoje atende diferentes cadeias produtivas, como avicultura, suinocultura, horticultura, fruticultura, silvicultura e pecuária, além de subsidiar decisões em setores como turismo, comércio e construção civil.
Durante todo o período de funcionamento, equipes técnicas das duas instituições divulgam boletins diários com análises meteorológicas e prognósticos sobre a evolução de massas de ar frio no Paraná. Em situações de maior risco, são emitidos alertas antecipados para possibilitar que os produtores adotem medidas preventivas.
As informações podem ser acessadas por diferentes canais:
Canal “Alerta Geada Paraná” no WhatsApp [https://www.whatsapp.com/channel/0029VaA1MZKEgGfS7WnfV025] e Telegram [https://t.me/+AgMmBkkmsEMwZTkx].
Aplicativo IDR Clima, disponível no Google Play e na App Store.
Página do IDR-Paraná (www.idrparana.pr.gov.br).
Redes sociais do IDR-Paraná (Instagram, Facebook e LinkedIn): @idrparana.
Página do Simepar (www.simepar.br).
Inverno
De acordo com a meteorologista Ângela Costa, do IDR-Paraná, a estação fria deve apresentar comportamento distinto do observado no último ano, em virtude da atuação do El Niño — fenômeno que se caracteriza pelo aumento da temperatura na superfície das águas do Oceano Pacífico equatorial, o que provoca alterações nos padrões de chuva e temperatura em todo o planeta.
“A tendência é de temperaturas médias um pouco mais elevadas e menor frequência de episódios de frio intenso. As incursões de massas de ar polar devem ocorrer, mas de forma mais pontual e menos rigorosa do que no ano passado”, explica.
Ainda assim, a pesquisadora ressalta que o monitoramento contínuo é essencial. “Os modelos indicam esse cenário, mas seguimos acompanhando diariamente, porque podem ocorrer mudanças ao longo da estação.”
Proteção
Ainda que a perspectiva seja de um inverno ameno, o IDR-Paraná reforça a importância da adoção de práticas preventivas, especialmente em culturas mais sensíveis.
Nos cafezais, mudas recém-plantadas (até seis meses) devem ser protegidas com cobertura de terra ou palha sempre que houver previsão de geada. Já em lavouras entre seis meses e dois anos, recomenda-se o amontoamento de terra junto ao tronco, protegendo as gemas vegetativas — procedimento que deve ser mantido até o final do período de risco.
As orientações se estendem também a outras atividades. Em situações de frio intenso, culturas como hortaliças, frutíferas e milho podem sofrer perdas, enquanto na pecuária há impacto direto na disponibilidade de pastagens e no conforto térmico dos animais.
No caso da pecuária leiteira, por exemplo, é recomendada a suplementação alimentar com volumosos e concentrados, além de cuidados especiais com bezerras e vacas próximas ao parto. Já na pecuária de corte, o planejamento prévio para uso de silagem, feno e outras alternativas alimentares é fundamental para reduzir
prejuízos.
Para culturas protegidas, como hortaliças em estufas, o manejo adequado — incluindo fechamento do ambiente, controle de irrigação e uso de aquecimento — pode minimizar os efeitos das baixas temperaturas.



