IDR-Paraná lança em Ponta Grossa a cultivar de feijão IPR Quiriquiri 26/03/2026 - 12:15

Atributos da nova opção atendem demandas de produtores, mercado e consumidor final do alimento

O IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater) entregou ao setor produtivo a cultivar de feijão IPR Quiriquiri, em solenidade de lançamento realizada no Polo de Pesquisa e Inovação de Ponta Grossa na manhã desta quinta-feira (26). O evento reuniu pesquisadores, técnicos e lideranças do setor agropecuário.

“Estamos honrados de fazer a entrega de mais um produto tecnológico dessa envergadura para a agricultura paranaense e brasileira” afirmou a diretora de pesquisa e inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino.

Ela explicou no evento que o nome da cultivar, quiriquiri, faz referência a uma pequena ave da família dos falcões. “É o menor falconídeo brasileiro, e assim é a nova cultivar: pequena no porte, mas com grande potencial produtivo e de contribuição ao setor produtivo de feijão”, disse ela.

Resultado de anos de trabalho da equipe de melhoramento genético da instituição, a nova cultivar, do grupo comercial carioca, reúne atributos demandados por produtores, empacotadores, indústria e consumidores. Sobretudo, chega ao mercado com um diferencial decisivo – o escurecimento lento dos grãos, característica que preserva por mais tempo o aspecto claro do produto.

O potencial produtivo de IPR Quiriquiri passou de 4,6 toneladas por hectare em condições experimentais, desempenho que supera a produtividade média das principais cultivares utilizadas atualmente pelos produtores. A nova cultivar destaca-se ainda pelo elevado rendimento de peneira, atributo que favorece a classificação do produto no momento da comercialização.

IPR Quiririqui tem porte semiereto, aptidão para colheita mecanizada direta e ciclo semiprecoce – chega à colheita em até 84 dias –, o que possibilita seu cultivo em diferentes janelas de plantio. No aspecto sanitário, é resistente às principais doenças da cultura, como ferrugem, oídio e mosaico comum. Apresenta ainda moderada resistência à antracnose e à mancha angular.

Os grãos da nova cultivar têm padrão de boa aceitação comercial e também atendem as exigências do consumidor. O cozimento leva um tempo médio de 19 minutos e resulta em um alimento de caldo consistente, elevado porcentual de grãos inteiros, coloração clara e nutritivo, com teor de proteína ao redor de 22%.

“A nova cultivar chega para aumentar a competitividade do feijão paranaense e brasileiro, beneficiando produtores, empresas e consumidores”, ressaltou o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza.

Sementes da cultivar IPR Quiriquiri estarão à disposição dos produtores já para o plantio da safra 2026/27 nas empresas multiplicadoras parceiras do IDR-Paraná.

PRESENÇAS – Participaram do evento de lançamento da nova cultivar o diretor-presidente da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), Otamir Cesar Martins; Mary Arends-Kuenning, professora da UIUC (University of Illinois Urbana-Champaign), Estados Unidos; vereador Julio Kuller , presidente da câmara municipal de Ponta Grossa; Amilton Luis Brandalize, secretário de agropecuária, abastecimento e segurança alimentar de Irati; Eduardo Medeiros, presidente do Sindicato Rural de Castro; produtores, técnicos e pesquisadores; dirigentes de órgãos públicos e de empresas de produção de sementes, além de lideranças ligados ao segmento agropecuário do Estado.