Mulheres de Rio Bonito do Iguaçu superam dificuldades e conquistam mercado 13/05/2026 - 11:37
Três mulheres, unidas por histórias de superação, mostram que uma política pública bem aplicada tem o poder de mudar a vida de famílias que vivem em dificuldades. Mareli, Janete e Elisiane hoje são empreendedoras rurais em Rio Bonito do Iguaçu, município que em novembro do ano passado foi arrasado por um tornado. Elas foram beneficiadas pelo programa Nossa Gente Paraná/Renda Agricultor e Fomento Rural. Mais do que recursos, elas tiveram o acompanhamento do IDR-Paraná que ajudou a transformar a atividade rural em um negócio sustentável.
Quem visita a propriedade de Elisiane de Almeida Fin, na comunidade Nossa Senhora Aparecida, dificilmente imagina as dificuldades que a família enfrentava até dois anos atrás. A mesa farta oferecida aos turistas é o resultado de um trabalho iniciado em 2024, quando Elisiane procurou a orientação do IDR-Paraná e foi incluída entre os beneficiários do programa Nossa Gente Paraná/Renda Agricultor e Fomento Rural. Com os recursos, ela construiu uma estufa e comprou mudas para iniciar o cultivo de morango na propriedade.
Morango
Atualmente a estufa da Elisiane produz 40 quilos de morango por semana. Ela e o marido lidam com a produção que é vendida para vizinhos, no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) que abastece escolas de Rio Bonito do Iguaçu e eventos ocasionais realizados no município. O morango passou a ser parte importante da renda da família. “O IDR-Paraná contribuiu muito com nossa vida no campo, trazendo conhecimento, apoio e novas oportunidades que fortaleceram nossa produção e esperança em crescer cada vez mais”, diz Elisiane. Ela e o marido já preparam uma segunda estufa com mais 1.200 pés de morango que logo estarão produzindo.
Mareli Ratajewski, da comunidade Charqueado, potencializou seus dotes na cozinha e decidiu construir uma agroindústria de panificados, o que só foi possível graças aos recursos do programa Nossa Gente Paraná/Renda Agricultor. Para isso, ela contou com a orientação do IDR-Paraná ao longo de todo o trabalho. “Tive a oportunidade de expandir meu negócio com verbas e apoio do programa que, além de ter ajudado com recursos, também forneceu cursos gratuitos, onde tenho a oportunidade de conhecer mais sobre a minha área. A profissional do IDR-Paraná, a Fernanda, dá todo o suporte que precisamos, tornando o projeto ainda melhor”, ressaltou Mareli. Os pães, bolos e bolachas que a produtora fabrica estão na mesa de toda a vizinhança e a atividade é sua principal fonte de renda atualmente. A produtora também atende aos programas oficiais e marca presença no café da manhã servido na Casa de Toras, local que recebe turistas no município.
Profissionalização
“Sempre gostei de preparar alimentos, mas com o apoio do pessoal do IDR-Paraná, que me descobriu aqui neste fim-de mundo, participei de cursos e formações. Com isso, foi possível realizar o sonho de ter a minha própria agroindústria de panificados, a Trigo e Afeto. Com o apoio do Instituto posso trabalhar com o que amo e gero renda para minha família”, observou Janete Borges, da comunidade Sede. O cardápio da agroindústria, inicialmente modesto, atualmente tem mais de dez produtos entre pães, cucas e doces.
Ao serem beneficiadas pelo programa Nossa Gente Paraná/Renda Agricultor e Fomento Rural, as três produtoras passaram a contar com uma rede de apoio para o desenvolvimento das suas atividades produtivas. Além da assistência direta do IDR-Paraná, elas frequentaram cursos promovidos pelo Senar e Secretaria Municipal da Agricultura de Rio Bonito do Iguaçu.
Mareli, Janete e Elisiane também integram a Rota Renascer, criada como símbolo de força, fé e reconstrução. O circuito turístico foi idealizado após a passagem do tornado que marcou profundamente a história de Rio Bonito do Iguaçu. A rota pretende incentivar o estímulo ao turismo na região e oferecer uma alternativa de renda para os produtores rurais. Ao longo de todo o trajeto, os turistas passam por pontos importantes para a cultura e identidade da região e conhecem a produção dos agricultores locais.
Os bons resultados conseguidos pelas mulheres de Rio Bonito do Iguaçu, indicam que parcerias bem estruturadas e comprometidas com o produtor são o caminho para o desenvolvimento das comunidades rurais.






