Raça Purunã

 

 

 

 

Um Desafio, Uma Conquista

Visando obter maior rendimento, há décadas os criadores buscam melhorar os rebanhos por meio de seleção baseada em avaliações genéticas e dos chamados cruzamentos industriais, estratégias que nem sempre dão bons resultados, pois, na maioria das vezes, desconsideram a aptidão das raças utilizadas nos cruzamentos e os parâmetros genéticos para o máximo aproveitamento do que cada uma delas pode oferecer de melhor.

Para solucionar esse problema, os pesquisadores do IAPAR formularam, no início da década de 1980, a proposta de entregar aos pecuaristas uma raça pronta, capaz de reunir grande parte das qualidades de mestiços obtidos pelo cruzamento entre animais Caracu, Canchim, Aberdeen Angus e Charolês.

O resultado obtido, após mais de 30 anos de estudos, foi a raça Purunã, cujo nome é uma homenagem à Serra do Purunã, que delimita os Campos Gerais do Paraná e fica próxima à Fazenda-Modelo, em Ponta Grossa, onde os cruzamentos e pesquisas foram desenvolvidos.
 

 
 Características da Raça

Por ter em sua composição racial 25% de Caracu e 10% de Zebu, o Purunã é um animal rústico, tolerante ao calor e resistente ao carrapato e a outros parasitas. Com 40% de Charolês no genótipo, animais Purunã têm alta velocidade de ganho de peso e produzem carcaças que fornecem alto rendimento, com elevada porcentagem de carnes nobres e pequena capa de gordura.

Outras características do Purunã, asseguradas pela contribuição do Angus em sua formação, são a precocidade, o tamanho adulto moderado, o temperamento dócil, o marmoreio e a maciez da carne. Além dessas características, as vacas Purunã apresentam boa produção de leite e excelente habilidade materna, atributos herdados do Caracu e do Angus. O Purunã dificilmente terá problemas de consanguinidade, pois sua formação não prevê o “fechamento” do rebanho.

 
 Criando Purunã

O composto Purunã encontra-se estabilizado e em 2012 o IAPAR foi credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para emitir o Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP).

Mais recentemente, por meio da PORTARIA Nº 249, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2016, publicada no Diário Oficial da União - DOU de 30/11/2016 (nº 229, Seção 1, pág. 7), o mesmo Ministério reconheceu a raça de bovinos denominada Purunã e concedeu à Associação dos Criadores de Bovino Purunã - ACP, a autorização para efetuar os trabalhos de registro genealógico de animais desta raça, sob o número de Registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 71/BR.

A raça vem sendo adotada com sucesso por vários núcleos de pecuaristas, que fundaram a Associação de Criadores de Purunã (ACP), entidade responsável pelo registro genealógico e a preservação das características genéticas dos animais. A criação do Purunã é indicada para:
• O Estado do Paraná e o Brasil Central, como raça exclusiva;
• Qualquer região do Brasil, em cruzamentos com vacas Nelore ou aneloradas visando terminação.

 
 Fazenda Modelo - A Casa do Purunã

A Fazenda-Modelo de Ponta Grossa foi criada em 1912, pelo Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, com o objetivo de promover o desenvolvimento e a disseminação de tecnologias para os produtores – naquele período também foram estabelecidas fazendas-modelo no Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Pernambuco. Já superando os cem anos de atividade, a Fazenda-Modelo tornou-se um dos mais conceituados centros de pesquisa em bovinocultura do Brasil, constituindo, ao longo do tempo, um importante e representativo plantel das raças Caracu e Canchim, principalmente.

Essa tradição deu suporte à ousada iniciativa de desenvolver uma raça composta de desempenho superior: o Purunã.

 
 Raças Formadoras

Caracu
A raça é resultado de cruzamentos e seleção entre os primeiros bovinos trazidos ao Brasil no período colonial. O rebanho Caracu da Fazenda-Modelo, constituído praticamente junto com a instalação desse centro de pesquisa, no início do século passado, foi aperfeiçoado ao longo dos anos com exemplares de criadores do Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e do Instituto de Zootecnia de São Paulo – entidade que, desde 1909, atua no aprimoramento desta raça.

Charolês
Raça originária da França, teve os primeiros reprodutores importados pelo governo brasileiro em 1885. Outras aquisições foram feitas na década de 1920, visando os cruzamentos – com animais Indubrasil, Guzerá e Nelore – para a formação do Canchim. O rebanho da Fazenda-Modelo foi estruturado em 1976 e vem sendo aperfeiçoado com a aquisição de exemplares selecionados de rebanhos do Rio Grande do Sul e uso de sêmen importado da Argentina, França, Canadá e Estados Unidos.

Canchim
Quando iniciou o projeto do Purunã, a Fazenda-Modelo já dispunha de um rebanho Canchim, constituído por meio de intercâmbio com a Fazenda de Criação de São Carlos – SP, do Ministério da Agricultura, onde a formação desta raça – a partir de cruzamentos entre Charolês e raças zebuínas – foi iniciada na década de 1940.

Aberdeen Angus
Considerada uma das raças mais antigas do mundo, tem origem na região de Aberdeenshire e Angus, na Escócia. A raça chegou ao Brasil em 1906, trazida por criadores gaúchos. O plantel da Fazenda-Modelo é formado por exemplares adquiridos inicialmente na região de Ponta Grossa – PR, Rio Grande do Sul e aprimorado a partir de sêmen de touros estrangeiros, com resultados de teste de progênie conhecidos.
 

 
 Padrão da Raça e Programa de Melhoramento Genético

 

Informações sobre aquisição de touros e matrizes, acompanhamento técnico e controle de desempenho podem ser obtidas na Fazenda-Modelo do IDR-Paraná, em Ponta Grossa – PR.

Estação Experimental Fazenda-Modelo
Av. Euzébio de Queiroz, s/n - Uvaranas
Caixa Postal 129 | CEP 84001-970
Ponta Grossa – Paraná – Brasil
Fone: (42) 3226-2773
est_fazenda_modelo@idr.pr.gov.br

 

Para Mais Informações

https://www.puruna.org.br/
http://purunaracabrasileira.com/