Morango orgânico produzido no solo é alternativa de renda para pequenas propriedades no Noroeste 07/10/2026 - 16:20
Dia de campo do IDR-Paraná em Nova Esperança apresenta sistema de cultivo, novas variedades e produção de biofertilizantes
O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) promove nesta quarta-feira (07), em Nova Esperança, uma tarde de campo sobre produção de morango orgânico no solo. A atividade será realizada a partir das 13h, na propriedade da família Jodar, que cultiva a fruta há cerca de 30 anos e mantém produção orgânica certificada desde 2013. O encontro apresenta técnicas de manejo, quatro novas variedades em teste na região e uma unidade demonstrativa para produção de biofertilizantes.
A atividade reúne produtores, técnicos e empresas parceiras para demonstrar alternativas de produção e diversificação de renda em pequenas propriedades. A programação inclui orientações do IDR-Paraná sobre implantação da cultura, espaçamento, irrigação por gotejamento, uso de cobertura do solo e túnel baixo, além da apresentação das novas cultivares e de práticas relacionadas ao uso de bioinsumos.
ATIVIDADES PRÁTICAS - Durante o encontro, serão apresentadas quatro novas cultivares desenvolvidas nos Estados Unidos e produzidas no Chile, cedidas pelo grupo BioAgro para testes na região de Maringá. A avaliação considera sabor, produtividade, qualidade dos frutos, resistência a doenças e adaptação ao calor.
Na propriedade, também será realizada uma demonstração de produção de biofertilizantes, montada em parceria com a organização sem fins lucrativos, Humana Brasil, integrante do Projeto Caminhos Sustentáveis, iniciativa fomentada e realizada em parceria entre Itaipu Binacional, o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e o Governo do Brasil. A ideia é mostrar como o produtor pode fazer o insumo na própria área, para uso no morango e em outras hortaliças.
UNIDADE REFERÊNCIA - A propriedade de José Garcia Jodar, que cultiva morango há cerca de 30 anos e tem certificação orgânica desde 2013, é unidade de demonstração de um sistema que mantém os morangos protegidos sob uma cobertura baixa, que ajuda a controlar a umidade e a temperatura, além de evitar o contato direto dos frutos com a terra. A irrigação por gotejamento leva água diretamente às plantas, na quantidade necessária, reduzindo desperdícios e o excesso de umidade nas folhas e nos frutos. Na região, a produção se concentra em cinco a seis meses do ano, normalmente entre junho e novembro, por causa das temperaturas elevadas.
“Essa é uma cultura que sempre estaremos plantando. Mesmo com pouca área, o morango consegue dar uma boa rentabilidade. Ele é a nossa principal fonte de renda”, afirma Jodar.
Para o assessor regional de Projetos do IDR-Paraná em Maringá, Nilson Bernabé, o cultivo no solo é uma alternativa para quem ainda não tem condições de investir em estruturas elevadas.
“Em uma pequena área, é possível a família viver disso e ter uma boa rentabilidade. Aqui nós mostramos que, mesmo em cultivo no solo, é possível produzir com qualidade e viabilidade técnica e econômica”, explica.
MAIS RENDA - O IDR-Paraná avalia o cultivo de morango como alternativa para produtores atendidos por iniciativas de diversificação na região. Atualmente, cerca de 30 estufas do programa Rota do Progresso estão distribuídas em cinco municípios da região de Maringá. Uma delas, em Presidente Castelo Branco, já está sendo utilizada para o cultivo de morango.
A cultura já representa uma fonte importante de renda na região. Em Maringá, o Valor Bruto da Produção (VBP) do morango passou de R$ 8,8 milhões em 2024 para R$ 10,3 milhões em 2025, um crescimento de cerca de 17%. No mesmo período, a produção aumentou de 427 para 506 toneladas. Os números mostram que, além de se adaptar a áreas menores, o cultivo tem espaço para ampliar a geração de renda no campo.
A escolha da cultura considera fatores como a possibilidade de produção em áreas menores e a facilidade de comercialização. Segundo Nilson Bernabé, o morango pode começar a ser colhido cerca de 60 dias após a implantação da atividade, permitindo geração de receita em um período relativamente curto.
O Dia de Campo é realizado pelo IDR-Paraná em parceria com a Humana, BioAgro e a família Jodar








